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Vulcão Villarrica, em Pucón: preço e dicas para o trekking

O Vulcão Villarrica é a principal atração turística de Pucón e fazer o trekking até o cume desse vulcão ainda ativo é um dos passeios preferidos dos turistas na cidade. E sinceramente, essa foi a melhor aventura que fizemos no destino, por isso, ela não pode ficar de fora do seu roteiro de viagem.

Devido a sua localização, o Vulcão Villarrica pode ser visto de diversos pontos de Pucón. No entanto, você também pode realizar o trekking até o cume do vulcão e admirar a vista deslumbrante que ele proporciona. Sem dúvida, uma experiência única onde você pode ver uma das vistas mais lindas do destino.

Então, se você vai viajar para Pucón e decidiu subir o Vulcão Villarrica, separamos todas as dicas para a sua viagem. Nesse texto, você vai ver quanto custa o passeio, o que está incluso, como foi nossa experiência subindo o Vulcão Villarrica e muito mais dicas imperdíveis.

Sobre o Vulcão Villarrica

Localizado na Cordilleira dos Andes, o Vulcão Villarrica é um cartão postal de Pucón, uma cidade que está a 780 km ao sul de Santiago. O Vulcão Villarrica tem 2.840 metros de altitude, sendo um vulcão ainda ativo. Por isso, ele é a principal atração turística de Pucón.

Cume do Vulcão Villarrica em Pucón

A última erupção no Vulcão Villarrica aconteceu em 2015, e durante o nosso passeio, o guia contou cada detalhe dessa erupção e como a maioria dos moradores da cidade reagiram.

Para subir o Vulcão Villarrica é obrigatório contratar um guia, pois esse é um trekking pesado realizado em um vulcão ainda ativo. O vulcão é monitorado e se necessário as agências cancelam o passeio e retiram os turistas rapidamente do local.

É de extrema importância contratar o passeio em agências confiáveis e com guias profissionais, preparados para esse trekking. A subida é bem pesada, principalmente para pessoas despreparadas.

Durante as nossas pesquisas para subir o vulcão, vimos alguns relatos falando que alguns guias, às vezes, não têm paciência para deixar os turistas descansarem em momentos específicos.

Já ouvimos relatos de guias que simplesmente deixaram o turista no meio do caminho e subiu com o restante do grupo. Por isso, é importante que vá mais de um guia com o seu grupo, pois se alguém desistir, os guias se dividem.

Por ser um vulcão ativo e o trekking depender das condições meteorológicas, o passeio somente pode ser feito em dias com tempo aberto e com pouco vento. Recomendamos que você agende a subida no vulção em seu primeiro dia na cidade, pois o passeio pode ser cancelado e reagendado, dependendo das condições climáticas.

1. Qual a melhor época para subir o Vulcão Villarrica?

A melhor época para fazer o trekking no Vulcão Villarrica é durante o verão, entre os meses de novembro a abril, pois nesse período se tem as melhores condições climáticas. Essa também é a melhor temporada para fazer os passeios em Pucón, principalmente trekking nos parques.

Apesar de o verão ser a melhor época, é possível fazer o trekking no vulcão Villarrica durante todo o ano, mas o passeio pode ser cancelado devido às condições climáticas, principalmente no inverno quando acontece algumas nevascas na região.

Fizemos o trekking no Vulcão Villarrica durante o mês de fevereiro e o clima estava perfeito para esse tipo de passeio. Durante todos os dias que ficamos na cidade, o tempo permaneceu ótimo.

Veja também: O que fazer em Puerto Varas, no Chile – pontos turísticos, quando ir e mais.

2. Qual o valor e o que inclui o trekking?

Após pesquisar em várias agências de Pucón, compramos o nosso passeio e ele custou R$ 584,00 por pessoa (fevereiro de 2018). Optamos por comprar o passeio diretamente na cidade e pagar com cartão de crédito, mas poucas agências aceitam essa forma de pagamento.

Como Pucón não é uma cidade muito grande, praticamente todas as agências estão localizadas na Av. Bernardo O’Higgins, a principal avenida do destino.

Nesse valor que pagamos estava incluso o transporte, saindo da hospedagem, guia especializado (tinha 3 guias para um grupo de 8 pessoas) e todos os equipamentos. A agência forneceu os seguintes equipamentos:

  • Mochila (era uma mochila bem grande que cabia todos os equipamentos):
  • Capacete;
  • Máscara de gás (essa máscara é somente usada no cume do vulcão, pois tem um cheio muito forte de enxofre);
  • Luvas:
  • Calça e jaqueta impermeável;
  • Bota para a neve;
  • Crampons para a bota (acessório para andar na neve);
  • Prancha para a descida no skibunda;
  • Piolet ou picareta para auxiliar na descida no skibunda.

Além disso, no valor pago também estava incluso um dia nas Termas Menetúe. O passeio para as termas podia ser feito em qualquer dia, conforme a nossa escolha. Optamos por ir ao dia seguinte ao trekking para relaxar após uma atividade física intensa.

Apesar de ter contratado nosso passeio direto em Pucón, aconselhamos comprar ele com antecedência em algum site confiável. Assim, você não vai ter a surpresa de pagar um valor dado na hora pela agência (vimos ser bem comum as agências na cidade cobrarem um valor diferente para cada turista). Após ver que isso é bem comum em alguns destinos, sempre compramos os nossos passeios na Civitatis.

3. Uso de teleférico no trekking do Vulcão Villarrica

É possível pegar um teleférico para subir um trecho do trekking no vulcão Villarrica. Para quem não está a fim de caminhar muito, o teleférico vai te poupar aproximadamente 1 hora de caminhada, mas ele custa 10.000 Pesos Chilenos e não está incluso no valor do passeio.

No inverno, nesse trecho do vulcão funciona como uma estação de esqui. Então, como o teleférico pertence à estação de esqui, não é sempre que ele está funcionando. Por isso, você vai contar com um pouco de sorte, caso queira usar o teleférico para economizar uma hora de caminhada.

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4. Qual o tempo médio de trekking?

Com 2.840 metros de altitude, a caminhada até o topo do Vulcão Villarrica leva em média 5h30mim. Mas esse tempo vai variar muito conforme a velocidade que o seu grupo caminha e com a quantidade de paradas feita para descansar durante o trekking.

Normalmente, a caminhada começa bem cedinho, entre 6h e 7h da manhã. Durante a subida são feitas algumas paradas para descanso, aproximadamente 4 paradinhas. Mas dependendo da necessidade, os guias fazem paradas extras. Durante o nosso trekking fizemos uma parada extra.

5. Quais roupas usar no trekking?

Subida do Vulcão Villarrica no Inverno

Durante todo o ano tem neve em uma parte do Vulcão Villarrica, então mesmo fazendo o trekking durante o verão é importante ir com roupas apropriadas e alguns equipamentos. Mas as agências normalmente disponibilizam essas roupas e equipamentos.

Mesmo a agência disponibilizando os equipamentos, é interessante você não esquecer de alguns itens, como óculos e até mesmo luvas. Alguns equipamentos das agências podem ser grandes e um pouco velhos, fazendo com que não caiba certinho em você e cause um pouco de incômodo durante a subida.

No nosso caso, além dos equipamentos, serem um pouco velho, ganhei um par de luvas para a mesma mão. E no caso, eles não tinham uma luva reserva para substituir, então eu tive que usar as luvas mesmo assim, já que era impossível ficar sem elas e eu não levei esse equipamento.

Então, os itens que achamos indispensáveis para você levar no trekking do Vulcão Villarrica são:

  • Óculos (a neve reflete muito, por isso esse item é essencial);
  • Calça ou legging ideal para caminhada;
  • Blusa de manga bem leve ideal para caminhada;
  • Luva (mesmo eles fornecendo esse item, ela pode vir errado);
  • Meias mais grossas e quentinhas;
  • Protetor solar para a pele e para os lábios;

6. O que levar para o trekking?

Como esse é um trekking bem pesado que dura praticamente um dia inteiro, é interessante levar alguns suprimentos, pois as agências não fornecem nada para comer. Além dos itens citados acima, lembre-se de levar alimentos leves e energéticos que não atrapalharam seu desempenho durante o trekking.

Então, para o seu trekking no Vulcão Villarrica recomendamos que você leve água, chocolate, fruta, um sanduíche, barra de proteína ou cereal. Também achamos o gatorage um alimento bem interessante para o trekking, mas se você beber muita água vai dar vontade de ir ao banheiro, e nesse caso ele é uma rocha vulcânica.

Como foi a nossa experiência subindo o Vulcão Villarrica

Quando estávamos organizando nossa viagem pela América do Sul e incluímos Pucón no roteiro, o principal objetivo era se aventurar em um trekking no Vulcão Villarrica. Foram meses de pesquisas sobre esse trekking, inúmeros vídeos no YouTube e até alguns meses de academia. Afinal, subir até o topo de um vulcão ainda ativo, além de uma experiência maravilhosa, é uma atividade física intensa.

Contudo, quando chegamos em Pucón, até cogitamos não fazer o trekking. Ao ver o Vulcão Villarrica de perto, achamos que não conseguiríamos chegar até ao topo. Sabe quando bate aquele medo e você logo pensa em desistir?

Além disso, deixamos para contratar o passeio direto em uma agência na cidade e ao chegar no destino percebemos que cada agência dava um valor, de acordo com a cara do turista (acredite, o próprio atendente de uma agência disse que não ia dar um valor mais alto para a gente, porque éramos brasileiras).

Além de tudo isso, como alugamos um carro para viajar pelo sul do Chile, ainda tínhamos tido um gasto extra com ele (bateram no nosso carro estacionado, então íamos ter que pagar esse prejuízo na locadora) e o passeio do vulcão é um dos mais caros da cidade.

No final, achamos uma agência que nos agradou e transmitiu profissionalismo, então decidimos que essa seria uma experiência única e valeria super a pena. Afinal, não é todo dia que se tem a oportunidade de subir um vulcão ainda ativo, néh?

Como foi o início da subida no Vulcão Villarrica

Parada para descanso na subida do Vulcão Villarrica

No dia do trekking no Vulcão Vilarrica, o nosso dia começou por volta das 5:30 da manhã, quando a agência nos buscou no hostel.

Passamos rapidamente pela agência para pegar os equipamentos, e depois seguimos em direção ao vulcão. Cada pessoa carregava sua mochila (que foi fornecida pela agência), com todos os equipamentos que iria precisar durante o trekking.

Após chegarmos na base do Vulcão Villarrica, colocamos alguns equipamentos e tivemos algumas instruções.

Depois de uma breve caminhada, chegamos até o teleférico, na qual tivemos a opção de pegar. Esse teleférico só vai até certo ponto do caminho, mas dá para economizar aproximadamente 1 hora de caminhada. Ele custou 10.000 Pesos Chilenos (fevereiro de 2018).

Como estávamos em quatro pessoas, resolvemos nos dividir. Assim, duas foram de teleférico e o restante seguiu caminhando. Iniciamos nosso trekking rumo ao topo do Vulcão Villarrica, por volta das 7 horas da manhã.

No início, a caminhada começou bem tranquila, andamos até rápido com o guia. Mas fomos ficando bem cansadas rapidamente, pois o início do trekking é uma subida bem íngreme e cheia de rochas vulcânicas, dificultando um pouco a caminhada.

Como foi o trekking no Vulcão Villarrica

Para chegar até o topo do Vulcão Villarrica é necessário fazer uma caminhada de 2.834 metros. E podemos dizer que quanto mais perto chega do cume, mais a caminhada demora. Às vezes, a impressão era que nunca chegaríamos ao topo do vulcão.

Os guias da agência, que compramos o passeio, eram bem atenciosos, sempre nos davam a maior força. E caso precisasse fazer uma parada extra para descansar, eles sempre paravam.

O total de paradas previstas eram 4, mas como precisamos de uma parada extra (na verdade, quem pediu essa parada foi um casal que estava subindo conosco), eles não exitaram em fazê-la. Além de nós, tinham mais quatro pessoas fazendo trekking com a mesma agência, dois brasileiros e dois alemães.

O trajeto foi feito com um total de 05 paradas para tomar água, descansar e comer. E sempre que necessário, eles nos passavam algumas instruções para utilizar os equipamentos.

A última parada antes do cume é a mais demorada. Além de comer e descansar, nela colocamos a máscara e tiramos o Crampons (acessório para andar na neve). Como era verão e o cume do vulcão não tinha neve, esse acessório não foi necessário para a última etapa do trekking.

Durante a subida, tivemos alguns momentos em que sentimos falta de ar, aleém de boca e nariz totalmente ressecados. Mas após bastante esforço, e 5 horas de caminhada, conseguimos chegar até ao topo do vulcão e tudo valeu a pena.

Chegada ao topo do Vulcão Villarrica

Cratera do Vulcão Villarrica em Pucón

A vista do cume do Vulcão Villarrica é deslumbrante. E não podemos deixar de falar do sentimento de “Eu venci na vida”, após horas caminhando e até pensar em desistir, foi uma sensação única que tivemos ao chegar no topo do vulcão.

A experiência de olhar um vulcão ativo de perto foi sensacional, difícil até de descrever. Na verdade, deu até um medinho após chegar e ver tudo de perto. Dava para ouvir uns barulhos que o vulcão fazia e ver a fumaça saindo dele. Além disso, o cheiro de enxofre era fortíssimo, por isso o uso da máscara no cume do vulcão é de extrema importância.

Apesar dessa sensação maravilhosa, não ficamos muito tempo no cume do vulcão, foram apenas uns 20 minutos. Somente o tempo de admirar o vulcão, as belas paisagens ao redor e tirar umas fotos. E depois de admirar toda a beleza do Vulcão Villarrica de perto, foi hora de se preparar para descer.

A descida do Vulcão Villarrica

Descida de skibunda no Vulcão Villarrica em Pucón

Depois de 5 horas caminhando para chegar ao topo do vulcão, pensar na caminhada de volta deu até desanimo. Mas graças à neve em uma parte do vulcão, a descida é feita com o famoso “skibunda”, e dura aproximadamente 2 horas. Dependendo da época em que você vai fazer o trekking no Vulcão Villarica, poderá encontrar mais ou menos neve, mas quanto mais neve, melhor a “skibunda” na volta.

Para o “skibunda” é só sentar na neve e aproveitar o momento. Ele é feito com o uso de alguns equipamentos para controlar sua velocidade, instruções e um pouco de cuidado com os coleguinhas que estão na frente.

Essa foi a melhor parte do passeio, a gente sentou na neve, se jogou e nos divertimos muito. No começo tivemos um pouco de dificuldade para controlar nossa velocidade, mas quando pegamos o jeito foi só diversão, uma pena que não tinha neve no vulcão todo.

Como fomos durante o verão, só tinha neve em uma parte do vulcão. Por isso, ainda tivemos que caminhar em média uns 40 minutos. Mas em outras épocas, ele fica todo coberto pela neve, com isso é possível fazer mais “skibunda” e caminhar bem menos, na descida é claro.

Veja também: Mal de altitude: saiba como evitar o soroche.

Dicas e informações sobre o Vulcão Villarrica

  • Por ser um passeio que pode ser cancelado por motivos climáticos e alterações nas atividades sísmicas, a maioria das agências não aceita cartão de crédito na hora de pagar o passeio. Para a agência fica mais fácil o reembolso, caso o passeio tenha sido pago em espécie. Ao comprar o seu passeio na Civitatis, o cancelamento é mais fácil.
  • Não é possível subir o Vulcão Villarrica sem guia, então você somente consegue ir até o topo do vulcão contratando um passeio. Para contratar os seus passeios em Pucón recomendamos a Civitatis, um site que sempre contratamos nossos tours.
  • Se você vai viajar para Pucón ou outro lugar que tenha um vulcão e seja seguro subir, nossa dica é: suba um vulcão pelo menos uma vez na vida, a sensação é incrível e indescritível. Certamente, toda a emoção e paisagens incríveis que você  vai ver, jamais será descrita.
  • Esse trekking não foi nem um pouco fácil. E para quem não pratica nenhum tipo de exercício, ele pode ser impossível de ser feito. Vimos vários relatos de pessoas que desistiram no meio do caminho, porque a certa altura começa a faltar bastante ar e a caminhada fica cada vez mais cansativa.

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Vulcão Viillarrica, Pucón

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2 comentários em “Vulcão Villarrica, em Pucón: preço e dicas para o trekking”

  1. Oi, adorei o post! Estava pensando em marca uma viagem e interessei muito em conhecer e subir esse vulcão! Deve ser muito emocionante chegar ao topo!

    • Obrigada!!! É uma experiência incrível, realmente é emocionante chegar ao topo, da uma sensação de “venci na vida”!

Comentários fechados.