VULCÃO VILLARRICA EM PUCÓN: TREKKING NO FAMOSO VULCÃO ATIVO DO CHILE

Atualizado em Junho , 2020

Vulcão Villarrica

Em nossa viagem à Pucón, fizemos o famoso trekking subindo o Vulcão Villarrica, a principal atração turística da cidade.

Quando estávamos organizando nossa viagem pela América do Sul e incluímos Pucón no roteiro, o principal objetivo era se aventurar em um trekking no Vulcão Villarrica. Foram meses de pesquisas sobre esse trekking, inúmeros vídeos no YouTube e até alguns meses de academia. Afinal de contas, subir até o topo de um vulcão ainda ativo, além de uma experiência maravilhosa é uma atividade física e tanto.

Contudo, quando chegamos em Pucón, até cogitamos em não fazer o trekking. Ao ver o Vulcão Villarrica de perto, achamos que não conseguiríamos chegar até ao topo. Ainda mais, depois de pesquisar o passeio em algumas agências, descobrimos agências que não tinham preço fixo, e davam o valor do passeio de acordo com a cara da pessoa (acredite o próprio atendente de uma agência disse que não ia dar um valor mais alto para a gente, porque éramos brasileiras). Além de tudo, ainda tínhamos tido um gasto extra com o carro alugado e o passeio do vulcão é um pouco caro.

Mas no final, achamos uma agência que nos agradou e transmitiu profissionalismo, então decidimos que seria uma experiência única e valeria super a pena. Afinal, não é todo dia que se tem a oportunidade de subir um vulcão ainda ativo, néh?

Valor do trekking e o que inclui esse valor

Por ser o passeio mais cobiçado pelos turistas, as agências cobram bem carinho.

Após passar em várias agências e pesquisar os preços, compramos nosso passeio com a Patagônia Experience, ele custou R$ 584,00 por pessoa. Optamos por pagar no cartão de crédito. Mas lembre-se que poucas agências aceitam essa forma de pagamento.

A agência Patagônia Experience fica na Av. Bernardo O’Higgins, a principal avenida de Pucón. Aliás, nessa avenida você encontrará a maioria das agências de turismo.

O preço que pagamos no passeio incluiu transporte e guia especializado, bem como todos os equipamentos e as roupas próprias para subir o vulcão.

Além disso, nesse valor também estava incluso um dia nas Termas Menetúe, que também é um SPA. O passeio para as termas podia ser feito em qualquer dia, de acordo com a nossa escolha. Optamos por ir nas termas no dia seguinte ao trekking, afinal relaxar após uma atividade física intensa é sempre bem vindo.

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Como foi a subida no Vulcão Villarrica

Vulcão Villarrica Chile
Vulcão Villarrica

No dia do trekking, o nosso dia começou por volta das 5:30 da manhã, quando a agência nos buscou no hostel.

Passamos rapidamente pela agência para pegar os equipamentos, e depois seguimos em direção ao vulcão. Cada pessoa carregava sua mochila (que foi fornecida pela agência), com todos os equipamentos que iria precisar durante o trekking.

Após chegarmos na base do Vulcão Villarrica, colocamos alguns equipamentos e tivemos algumas instruções.

Depois de uma breve caminhada, chegamos até o transfer, na qual tivemos a opção de pegar. No entanto, esse tranfer só vai até certo ponto do caminho. Ele custou 10.000 Pesos Chilenos (fevereiro de 2018), achamos um pouco caro. Mas já dá para economizar aproximadamente uma hora de caminhada.

Como estávamos em quatro pessoas, resolvemos nos dividir. Assim, duas foram no transfer, enquanto que duas seguiram caminhando, desde o início.

Início da caminhada

Por volta das 7 horas,  iniciamos nossa jornada rumo ao topo do Vulcão Villarrica.

No início, a caminhada começou bem tranquila, andamos até rápido junto com o guia. Mas fomos ficando bem cansadas rapidamente, pois o início do trekking é uma subida bem íngreme e cheia de rochas vulcânicas, o que dificulta um pouco a caminhada.

E claro, é uma caminhada de 2.834 metros até o topo do vulcão. E podemos dizer que quanto mais perto chega do cume, mais a caminhada demora.

Vista do Vulcão Villarrica
Vista do Vulcão Villarrica

Os guias da agência que compramos o passeio eram bem atenciosos, sempre nos davam a maior força. E caso precisasse fazer uma parada extra para descansar, eles sempre paravam. O total de paradas previstas eram 4, mas como precisamos de uma parada extra (na verdade quem pediu essa parada foi um casal que estava subindo com a gente), eles não exitaram em fazê-la.

Além de gente, tinham mais quatro pessoas fazendo trekking com a mesma agência, dois brasileiro e dois alemães.

Assim, o trajeto foi feito com um total de 05 paradas para tomar água, descansar e comer alguma coisa. E claro, eles sempre nos passavam algumas instruções para utilizar os equipamentos, principalmente quando a caminhada foi na neve.

Pucón
Ultima etapa do trekking para chegar na cratera
Trekking
Vista da ultima parada antes de chegar na cratera

A última parada antes do cume é a mais demorada. Pois além de comer e descansar, nela colocamos a máscara e tiramos o Crampons (acessório para andar na neve). Como era verão e o cume do vulcão não tinha neve, esse acessório não foi necessário para a última etapa do trekking.

Durante a subida tivemos alguns momentos com um pouco de falta de ar, boca e nariz totalmente ressecados. Para quem não está preparado é uma caminhada bem difícil. Mas depois de bastante esforço, e 5 horas de caminhada, conseguimos chegar até ao topo do vulcão e tudo valeu a pena.

Chegada ao topo do Vulcão Villarrica

Cratera do Vulcão Villarrica
Cratera do Vulcão Villarrica

A vista que se tem do cume do Vulcão Villarrica é deslumbrante. E claro, não podemos deixar de falar do sentimento de “Eu venci na vida”, depois de horas caminhando e até pensar em desistir, foi uma sensação única.

Assim, a experiência de olhar um vulcão ativo de perto foi sensacional, difícil até de descrever. Na verdade, deu até um medinho.

Dava para ouvir uns barulhos que o vulcão fazia, e ver a fumaça saindo dele. Além disso, o cheiro de enxofre era fortíssimo, por isso o uso da máscara no cume do vulcão é de extrema importância. Tiramos a máscara por alguns minutos para tirar foto e o resultado foi dor de cabeça na hora.

Vulcão Villarrica
Chegada ao topo do Vulcão Villarrica
Cratera do Vulcão Villarrica
Cratera do Vulcão Villarrica

Apesar dessa sensação maravilhosa, não ficamos muito tempo no cume do vulcão, foram apenas uns 20 minutos. Somente o tempo de admirar o vulcão, as belas paisagens ao redor e tirar umas fotos. Assim, depois fomos nos preparar para a descida.

A descida do Vulcão Villarrica

Depois de 5 horas caminhando para chegar ao topo do vulcão, pensar na caminhada de volta dá até desânimo.

Mas graças à neve no vulcão, a descida é feita com o famoso “skibunda”, e dura aproximadamente 2 horas. Dependendo da época em que você for fazer o trekking no Vulção Villarica, poderá encontrar mais ou menos neve. Mas quanto mais neve, melhor a “skibunda”.

Descida do Vulcão Villarrica
Descida do Vulcão Villarrica

Para o “skibunda” é só sentar na neve e se jogar. Claro, com alguns equipamentos próprios, instruções e um pouco de cuidado com os coleguinhas que estão na frente.

Essa foi a melhor parte, a gente sentou na neve, se jogou e nos divertimos muito. No começo tivemos um pouco de dificuldade para controlar nossa velocidade. Mas quando pegamos o jeito foi só diversão. Uma pena que não tinha neve no vulcão todo.

Como fomos durante o verão, só tinha neve no topo do vulcão. Então, ainda tivemos que caminhar em média uns 40 minutos.

Mas em outras épocas, ele fica todo coberto pela neve. Assim, dará para fazer mais “skibunda” e caminhar bem menos, na descida é claro.

Veja também: Mal de altitude: saiba como evitar o soroche

Mais informações sobre a subida do vulcão

Villarrica

Por ser um passeio que pode ser cancelado por motivos climáticos e alterações nas atividades sísmicas, a maioria das agências não aceitam cartão de crédito para esse passeio. Pois para eles fica mais fácil o reembolso, caso o passeio tenha sido pago em espécie.

Assim, a Patagônia Experience foi a única agência que aceitou cartão de crédito como forma de pagamento. Clique aqui e veja mais mais informações sobre a subida no Vulcão Villarrica.

Se você vai viajar para Pucón, ou mesmo outro lugar que tenha um vulcão e seja seguro subir, nossa dica é: suba um vulcão pelo menos uma vez na vida, a sensação é incrível e indescritível. Com certeza, toda a emoção e paisagens incríveis que você  vai ver, jamais conseguirá ser descrita nesse post.

Então, se você esta indo para o sul do Chile não pode perder esse passeio incrível.  Certamente será uma experiência única.

Vai viajar para conhecer a encantadora cidade de Pucón? Veja um guia completo com o que fazer, dicas de passeios, onde comer e muito mais.

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